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sábado, 12 de julho de 2014
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Chega de presepada!
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| Roger Rocha |
Bom, acabou a presepada.
Acabou a ilusão. Ainda bem! Se formos inteligentes, aprenderemos alguma coisa.
Não se ganha nada com esperança, raça, garra, fé, auto-estima e outros
atributos impalpáveis. Muito menos com propaganda. Não é porque somos bacanas,
alegres, gente boa que vamos ganhar a Copa ou o que quer que seja.
Esse foi mais um exemplo de
que a malandragem não funciona. Corrupção também no futebol, que todo mundo
sabe que existe, dá nisso. Aliás, a corrupção já faz parte de nossa cultura,
infelizmente. E é um atraso de vida. É ignorância.
A Alemanha nos deu uma
excelente mostra de como se faz uma coisa bem feita. Nem todo mundo sabe, mas a
Alemanha, insatisfeita com as acomodações reservadas a sua seleção, CONSTRUIU
suas próprias acomodações na Bahia. ASFALTOU o caminho até o hotel. Treinaram à
UMA da tarde, NA BAHIA, para se acostumarem ao calor.
Desenvolveram um aplicativo
de computador para acompanhar o desenvolvimento de seus jogadores e corrigirem
seus erros. Acompanharam a evolução do futebol (e do mundo) em vez de sentarem
nos louros do passado.
É assim que as coisas
funcionam. Sem orgulho besta e vazio. Sem inveja, sem desculpas, sem propaganda
condescendente, sem fechar os olhos para nossos defeitos. Temos qualidades sim,
mas nada impede que tenhamos ainda mais.
Ou nos conscientizamos de
que nada virá de um “salvador da pátria” e que a única maneira de progredirmos
é com conhecimento e trabalho e começamos a realmente progredir ou assumimos
que somos um povo “pitoresco, alegre, divertido e colorido” mas burro como um
macaquinho de realejo e deixamos que vários espertalhões continuem ditando
nossos caminhos por puro interesse monetário.
Essa é a decisão que temos
de tomar agora. Os exemplos estão aí, claros como água.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
terça-feira, 8 de julho de 2014
O Brasil perdeu a Copa? Viva o Brasil!
Não é porque a seleção
brasileira de futebol perdeu o jogo para a equipe alemã que se vai dizer: ah, o
Brasil perdeu a Copa. Perder a Copa o país já perdeu há muito tempo, no rodo
das promessas de um legado que não veio. Nem virá. Quem ganhou foi a Fifa.
Fizemos a nossa parte, pagamos a conta da festa, tudo como manda o Padrão
Brasil. A gente torceu – e como! – pelo futebol em campo, em tudo diferente do
jogo cá fora, para além dele e dos entorpecimentos do sentido que possa
provocar.
Pena, mesmo,
é que a geral não leve para fora do quadrado a paixão pelo fair play. Vestir-se
e pintar-se de verde amarelo a cada quatro anos para levantar bandeira não
é nenhuma canalhice. Canalhice é tentar se apoderar do futebol, da paixão
nacional, do campeonato, do choro livre. Ora, nada é mais livre que o choro,
dispensa bons modos, dispensa educação, não precisa pedir licença.
Depois, com
choro, cerveja e xixi, vai pelo ralo qualquer indignação cívica. Nem falta até
quem defenda que tenha jogo todo dia, para nos livrarmos e nos curarmos de todas
as nossas mazelas e canalhices. Amanhã,
todo mundo esquece e o melhor é tocar a bola pra frente. Euforias não duram
mais que uma semana. Pouco mais do que os escândalos no país, que não duram mais do que vinte quatro horas e
logo vem outro cobrir a falta na área. Decepção e sorriso amarelo não tem como esconder. É vero, a paixão pode cegar as
pessoas. Mas quem sabe possa a cegueira aguçar os ouvidos, fazê-las quererem
ouvir? Pronto. De resto, todos agora
podem lançar mão dos álibis que a joelhada de Zúñiga deu aos explicadores de
encomenda, fosse para a vitória, seja para a derrota da canarinha.
O Brasil perdeu a
Copa? Viva o Brasil! Há uma realidade que não comporta nenhuma outra – porque
ela mesma não se furta – e se impõe, escancarada, no lugar daquele delírio
coletivo que ora se debate para não ceder ao sentimento de que o brasileiro não
é um povo vencido mas, em parte, vítima da ilusão com que continuará – ainda –
empurrando o jogo da realidade com a barriga.
Com a barriga e, de resto,
com o corpo todo, para daqui a mais quatro anos, a fantasia, o sonho do “país
de chuteiras”, país “campeão”. Campeão de que mesmo? Onde? Para quem?
O escritor Eça de Queiroz
disse certa feita que quanto mais a sociedade é culta, mais a sua face é
triste. Não sei por que, mas estou feliz. Acho que emburreci.
É o que tem pra hoje!
Bis bald!
domingo, 29 de junho de 2014
Professor perde tempo demais com bagunça no Brasil
Um em cada 5 minutos de aulas no país é perdido tentando pôr ordem na indisciplina dos alunos, mostra pesquisa da OCDE
Comparando o Brasil com as
nações ricas da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os
professores brasileiros trabalham mais: 25 horas semanais, contra 19 na média
de outros 33 países. Mas quando se analisa como este tempo é gasto, a coisa
muda de figura.
Os docentes aqui perdem 20%
do tempo em aula para manter a ordem, ou seja, lutando contra a indisciplina e
pedindo calma.
Como outros 12% são gastos
em trabalhos administrativos – tais como o preenchimento de chamadas – chega-se
ao tempo de aula que é traduzido em ensino: 67% (não 68%, como
se poderia supor, porque a OCDE arredonda as porcentagens).
A média de tempo efetivo em
sala de aula nos países da organização é 79%.
Na Finlândia – um exemplo
batido, mas sempre lembrado, de excelência educacional - o tempo chega a 81%.
Na Coreia do Sul, outro
país de altos resultados em exames internacionais, fica em 76,9%.
Os resultados fazem parte
da Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis, na sigla em inglês), divulgada hoje pela OCDE.
Muitos especialistas em
educação batem na tecla há anos de que é possível conseguir melhores resultados
no país apenas tentando utilizar de forma mais sábia o tempo já disponível em
sala de aula.
A Talis ouviu 106 mil
professores dos anos finais do ensino fundamental em todo o mundo. No Brasil,
foram 14,2 mil, de 1.070 escolas.
Comento:
Creio que os resultados só não são piores, ainda,
graças à ação de alguns professores que não curvam o joelho à pegagogia do
lascado que contamina a educação à brasileira com vitimismos e paulo-freirizações
as mais rasteiras. Uma gororoba pedagógica que mistura socioconstrutivismo,
cidadania e ética com temas transversais, socialização e, quiçá, talvez,
perhaps, may be, até alguma reflexãozinha – esta, claro, desde que seja na base
da “conscientização” que só reproduza o senso doutrinário. De
preferência, aliás, que a educação seja “para o futuro”, não para hoje. Nisso,
inclusive, o país melhorou tanto que continua nos últimos lugares nos rankings
internacionais da Educação (confira).
O resultado?
Uma escola rebaixada ao aluno, sem autonomia, gestão nem respaldo social
para elevá-lo – o aluno – a um nível razoável de Educação e Cultura. Some-se a
isso uma preguiça macunaímica e a resistência, o repúdio à autoridade e à
hierarquia– que já vêm [da falta] de berço e o fato de que pensar dói, dá trabalho,
leva tempo uma mentalidade bem formada. O professor tem que se esgoelar e se esfalfar
pela atenção do aluno em meio à anomia da sala de aula, onde a permissividade é
tanta. Completa inversão! Qualé? Bom mesmo é ostentação, claro, na base de bonés,
tênis e roupas de grife pirateados e gadgets contrabandeados, tudo com direito
a pose de bacana no Face.
Na ponta, ainda tem progressão automática, cota e
bônus para conduzir um enorme contingente de analfabetos funcionais (aquela gente
que, além do próprio umbigo, não sabe distinguir entre fato e opinião, mesmo
desenhando) para a universidade. Então o ciclo se fecha. Ali, na universidade, formam
uma massa política e ideologicamente manobrável e todo o processo retroalimenta
a cadeia das inépcias sob o rótulo de Educação Nacional. Assim, privilegia-se a
estultice em detrimento do mérito, o coitadismo e a desmotivação dão a tônica e
os alunos, que pelo menos essa incongruência sabem reconhecer (e isso eles
sabem!), dela se beneficiam pois, ao fim, serão condecorados com o diploma. Um
pedaço de papel que, no Brasil, vale muito mais do que o conhecimento.
Todos nós fingimos – nisso somos bons – que não
sabemos de tudo isso. Afinal, Educação é aquele negócio que só é bom no
currículo dos outros.
Ah, sim: a culpa – ou a responsabilidade, como
queira – não é só de Governo, não é mesmo? Este é apenas e tão somente o que
mais se aproveita da maçaroca toda. Até porque, convenhamos, analfabetismo
funcional & analfabetismo político caminham a par da estultice na via de
mão dupla que elege, mantém, aplaude e defende oportunismos, assistencialismos
e cafajestagens entronizados neste, eternamente, País “do” Futuro.
sábado, 28 de junho de 2014
domingo, 15 de junho de 2014
sábado, 14 de junho de 2014
sexta-feira, 13 de junho de 2014
A certeza da insegurança
É inegável o crescimento do
Brasil na última década. Só não vê quem não quer ouvir. A taxa de homicídios já
bateu recorde: só em 2012 foram 56.337 assassinatos, segundo o Mapa da
Violência, que compila os dados. É mais do que o número de vítimas no conflito
da Chechênia, no período de 1994 a 1996. Leia mais, aqui.
A ONG americana Social
Progress Imperative também mantém um ranking da qualidade de vida em 132
países, o Índice de Progresso Social. Entre os principais aspectos analisados,
está a segurança pessoal. O Brasil aparece como o 11° país mais inseguro do
mundo. Fica atrás de países como Angola e Paquistão. Confira, aqui.
Se isso é preocupante? Aí,
já é com você! Creio apenas que os números são parte de um todo, onde se inclui
um inegável desequilíbrio moral e uma estarrecedora tolerância com a
criminalidade que, no Brasil do PT se traduz, por [péssimo] exemplo, na
cumplicidade de “fazer vaquinha” para pagar as multas judiciais de mensaleiros
presos. Aliás, julgados e condenados por juízes cuja indicação para a Suprema
Corte de Justiça do país partiu de Lula e, mais recentemente, de Dilma Rousseff.
Ah, sim: isso nada diz sobre
a criminalidade no país da Copa do Mundo Perdido de 2014? É vero. Também não
diz ao oposto disso. Apenas expõe a certeza de que, pelo menos nos quesitos
violência e segurança, progredimos bastante. Para pior.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Mais que mil palavras
“Em muitos países, a efígie ou imagem da República é a personificação do regime republicano e do próprio Estado onde esse regime vigora.”
quarta-feira, 21 de maio de 2014
O despertar dos artistas
Por Branca Nunes
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| Adélia Prado no programa Roda Vida |
“Tinham três coisas que a
gente fazia quando era garoto que a gente mais se amarrava: andar de skate,
ouvir Rock n’Roll e falar mal do governo”, anunciou Dinho Ouro Preto, vocalista
do Capital Inicial, durante a apresentação do grupo no Rock in Rio 2011. “Na
verdade, os anos foram passando e a gente descobriu que gostava de falar mal de
qualquer governo. Fosse ele de esquerda ou de direita. Todos são iguais. Essa
aqui é para as oligarquias que ainda parecem dominar o Brasil. Essa aqui é para
o Congresso brasileiro, em especial para o José Sarney”.
A fala que precedeu a
música Que país é esse?
não foi apenas o estopim para o grito
contido na garganta de milhões de brasileiros. Ela marcou também o despertar de
artistas e intelectuais diante daquela que é, segundo definiu Adélia Prado no programa Roda Vida, uma das épocas mais cinzentas da história brasileira. “Nós vivemos uma
ditadura disfarçada”, lamentou a poeta. “Os poderes da República estão como
comida envenenada”.
Em 2013 foi a vez de Lobão,
massacrado pela esquerda depois do lançamento do livro Manifesto do Nada na Terra do Nunca.
“Temos uma presidenta que é uma anta, que fala mal, que pensa mal”, desabafou o
cantor. “Nós temos que sair desse atoleiro”.
A mesma raiva despejada
sobre Lobão foi desferida na última semana contra Roger, vocalista do Ultraje a
Rigor, e Ney Matogrosso. Ney entrou no rol dos inimigos da pátria depois de
fazer, durante uma entrevista à emissora portuguesa RTP, a pergunta que se
fazem todos os brasileiros decentes: “Se existia tanto dinheiro disponível para
gastar na Copa, por que não resolver os problemas do nosso país?”.
Criticado pelo twitter,
Roger contra-atacou ao vivo, durante um show no último dia 10: “Fui atacado
porque, segundo a lógica distorcida desses cretinos, eu estaria aceitando
dinheiro de um governo que não apoio para tocar hoje aqui, e que isso não seria
coerente. Pois bem, quem está me pagando hoje não é um partido que se considera
dono do Brasil”. E terminou com a constatação que tanto os cidadãos quanto o
governo – um por ignorância, outro por esperteza – parecem esquecer: “Quem está
me pagando é o povo, do qual eu faço parte”.
Leia o texto na íntegra e confira os vídeos, aqui, no blogue de Augusto Nunes.
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Olhe onde pisa!
As tampas de bueiro no
Japão são emblemáticas da força da Cultura para refinar o sentido de uma
civilização. São obras de arte com motivos que variam conforme o lugar. Cidades e distritos têm seus desenhos próprios
e as criações são incentivadas pelas autoridades locais. Tudo muito diferente
das crateras podres ou das pichações grotescas vistas por todo o Brasil – e
estas ainda são “interpretadas” como um código, uma “nova gramática urbana” por
parte de debilóides ‘politicamente corretos’ que veem naqueles rabiscos
esquizofrênicos a expressão de uma identidade.
No caso brasileiro são, sim,
a identidade da carência de Educação e Cultura, do atraso e do desrespeito pelo
patrimônio público e privado.
No Japão, a arte não fica
restrita a museus e galerias. Tem espaço na cidade e visibilidade nas ruas. Os
primeiros bueiros decorados surgiram em 1950, como forma de democratização do
espaço público.
Espalhados pelo país, retratam
ícones da cultura nipônica, esculpidos no relevo do ferro e pintados com
pigmentos e resinas extraídos de árvores. São peças sintomáticas do fato de
que, mais do que Educação, a Cultura é o imperioso reforço do status de
evolução e de desenvolvimento de uma sociedade, tanto na sua complexidade
quanto no detalhe.
Será que, um dia, pisaremos esse – ao menos – semelhante chão? Olha para o céu, Frederico!
terça-feira, 20 de maio de 2014
A pedagogia e a arte de transformar o nada em carisma
Mais de 8,5 milhões de
alunos brasileiros estão atrasados pelo menos dois anos na escola. Os dados são
do Censo da Educação Básica 2013 e mostram que 6,1 milhões de estudantes do
ensino fundamental e 2,4 milhões do ensino médio não estão na série ideal.
Nessas duas etapas de ensino o país tinha 37,3 milhões de matrículas em
2013. São crianças e adolescentes que reprovaram, abandonaram a escola ou
já foram alfabetizados com atraso. (Leia mais, aqui.)
A taxa de analfabetismo
também cresceu: entre 2011 e 2012, houve um aumento de 300 mil pessoas
analfabetas, com 15 anos ou mais, segundo dados do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE). (Confira.)
Para dimensionar a
magnitude desses dados, considere que, no Brasil, 75% das pessoas entre 15 e 64
anos não conseguem ler, escrever e calcular plenamente. Esse número inclui os
68% considerados analfabetos funcionais e os 7% considerados analfabetos absolutos,
sem qualquer habilidade de leitura ou escrita. Apenas 1 entre 4 brasileiros
(isto é, 25% da população) consegue ler, escrever e utilizar essas habilidades
para continuar aprendendo. (Veja, aqui.)
Lembre-se: essa gente vota.
Vota, elege e reelege. Lembre-se mais: analfabetismo (absoluto e funcional) e
analfabetismo político caminham pari passu ao atraso nesse país viciado na
filosofia do ‘quanto pior, melhor’, na pedagogia do oprimido, na gramática do
‘tamus lascado’. Pedagogia gazeteira, que reproduz, interdisciplinarmente, na
escola muito risonha e nada franca, o vitimismo, o coitadismo em detrimento do
potencial de aprendizagem, da competência, do mérito, do lé com cré. Espie,
logo abaixo desse artigo, que não falta mesmo gente disposta a rebaixar Machado
de Assis ao leitor(?!) ao invés de se empenhar para formar e elevar leitores à
compreensão de Machado.
Solução? Salvo uma bomba
formidável ou um milagre em contrário, que tal a eliminação do Ensino “Médium”?
A reboque das exceções, ele já funciona assim meio como uma espécie de limbo para
a canalização ou a manifestação sobrenatural do “espírito de estudante” que não
pertence ao corpo de milhões de aluninhos e inhas. Mas que são catapultados para
a universidade, o mercado, a vida.
Então, a coisa ficaria simples
assim: do ensino fundamental direto para a faculdade, com aprovação automática,
sem bônus, sem cota, sem prova, sem cursinho, sem vestibular, sem Enem ou
porteira – tudo carimbado com o dedão porque, afinal, um pouco de burocracia
faz parte, né? Que tal? Pronto! Estariam eliminados os problemas e os dilemas,
pondo-se um fim às discussões, aos gastos com Educação e, mais, à ingratidão
dessa gente inzoneira que paga impostos suecos para receber em troca
desserviços subsaarianos por culpa e obra da imperial desigualdade
sócio-econômica, do capitalismo mercantilista, dos golpes de saliva, das mídias
malandras (aliás, as supremas responsáveis, na dozena lulopetista, por toda a
esculhambação que acontece no Brasil, não é verdade?), das influências dos
astros, do ovo que a marreca não botou.
E assim se faz a arte, a mágica
compulsória de transformar o vento em nada, o nada em voto e o voto nas
nulidades (des)governantes e (des)governadas deste país onde a incompetência
não é crime, não é vergonha, não é ofensa, é carisma...
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Até onde você iria por um sonho? Ou: ele viu e conta aquilo que milhões de cegos voluntários se recusam a ouvir
Até aonde você iria por um
sonho? O jornalista dinamarquês Mikkel Jensen desejava cobrir a Copa do Mundo
no Brasil, o "país do futebol". Preparou-se bem: estudou português,
pesquisou sobre o país e veio para cá em setembro de 2013.
Em meio a uma onda de críticas
e análises de fora sobre os problemas sociais do Brasil, Mikkel quis registrar
a realidade daqui e divulgar depois. A missão era, além de mostrar o lado belo,
conhecer o ruim do país que sediará a Copa do Mundo. Tendo em vista isso,
entrevistou várias crianças que moram em comunidades ou nas ruas.
Em março de 2014, ele veio
para Fortaleza, a cidade-sede mais violenta, com base em estatísticas da
Organização das Nações Unidas (ONU). Ao conhecer a realidade local, o
jornalista se decepcionou. "Eu descobri que todos os projetos e mudanças
são por causa de pessoas como eu – um gringo – e também uma parte da imprensa
internacional. Eu sou um cara usado para impressionar".
Descobriu a corrupção, a
remoção de pessoas, o fechamento de projetos sociais nas comunidades. E ainda
fez acusações sérias. "Falei com algumas pessoas que me colocaram em
contato com crianças da rua e fiquei sabendo que algumas estão desaparecidas.
Muitas vezes, são mortas quando estão dormindo à noite em área com muitos
turistas. Por quê? Para deixar
a cidade limpa para os gringos e a imprensa internacional? Por causa de mim?".
Desistiu das belas praias e
do sol o ano inteiro. Voltou para a Dinamarca na segunda-feira (14). O medo foi
notícia em seu país, tendo grande repercussão. Acredita que somente com
educação e respeito é que as coisas vão mudar. "Assim, talvez, em 20 anos
[os ricos] não precisem colocar vidro à prova de balas nas janelas". E
para Fortaleza, ou para o Brasil, talvez não volte mais. Quem sabe?
Leia na íntegra o depoimento, aqui, na reportagem de Hayanne Narlla, da
Tribuna do Ceará.
sábado, 12 de abril de 2014
Olha quem está falando
Assista ao vídeo:
Conhece o excelência aí
acima? É o deputado José Guimarães, líder do PT no Congresso. Não se lembra?
Ele é irmão de José
Genoíno, réu condenado do mensalão que cumpre pena no presídio da Papuda. Ficou
conhecido quando seu assessor foi flagrado no aeroporto de São Paulo, em 2005, com
100 mil dólares mocados na cueca.
Agora, tão distinta figura
vem a público dizer que, após a eleição (presunçoso de que Dilma Rousseff está reeleita,
note!), o PT decretará a censura à imprensa, com o apelido de “controle social
da mídia”.
E precisa? A imprensa
brasileira, com meritórias exceções, já está mais do que rarefeita e pianinha
de joelhos nesse tempo trevoso do comunismo que pesa sobre o país, a par da
rede de blogues sabujos financiados com dinheiro público. É uma mídia acéfala,
anelídea, sanguessuga. Até porque se estimular as gentes desse país a pensar,
já viu, vai rolar muita cabeça oca, mas coroada, e muito protista aí vai morrer
de fome, afogado na baba da própria idiotia.
O próprio Lula não se
cansa, renitente e falacioso, de espalhar que a mídia é culpada não só pelo
mensalão como, aliás, de tudo de podre neste país, como se fosse o sintoma a
causa da doença.
Como toda censura deixa de
fora um rabo de verdade que esse PT por mais que tente não consegue esconder,
então, vai que haja mais rabos cuecas espalhadas por aí, não é mesmo?
Ao invés de se ocupar com censura,
essa galera tinha era de fazer auto-centura. Cuidar ligeirinho de faxinar o
poleiro de urubu da ingovernança em que transformou o Brasil. Preocupar-se com
isso e, mais, com o camburão que, de repente, pode bater à porta.
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