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Foto: O Tempo |
Que fique claro. O viaduto
Guararapes, que desabou em Belo Horizonte, não tem nada a ver com a Copa da Fifa de 2014.
Quer dizer, até tem. Mas
não com o campeonato, o futebol, o evento em si. Tem a ver é com a promessa, a
propaganda enganosa feita e politicamente explorada sobre o dito legado da
Copa. Um legado de que até Ronaldo Nazário, com as burras cheias de cobre, diz
se envergonhar. Não mais que um conjunto de obras superfaturadas, não
concluídas ou que nem saíram nem sairão do papel. Em nome de uma tal mobilidade
que só funcionou mesmo por decreto de férias e feriados compulsórios, para
desafogar as cidades nos dias de jogos.
O desabamento do viaduto é
inépcia mesmo, o descaso político com que as coisas são feitas neste país, de
cima a baixo, do federal ao municipal, no varejo e no atacado. Serviço de porco
– como dizem os antigos. Tragicamente, deu no que deu cá em Minas Gerais.
Passada a curta euforia
anestésica do campeonato, ganhe ou perca o Brasil a caneca, vêm pela frente
mais desabamentos: a realidade, sobre todas as cabeças dos que pagarão as
contas dessa sucessão de engodos.
Lamentável acontecimento. Mais triste ainda será a demagogia que os candidatos apresentarão nessas eleições se o Brasil ganhar a Copa. Momento de ufanismo e oportunidades de controlar as massas. Isso me lembra a época da ditadura militar que em seu período mais repreensivo se aproveitou da vitória brasileira na Copa de 70 para impor seus ideais. Triste ciclo, a história é a mesma com pequenas modificações no enredo e alterações no elenco.
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