segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
sábado, 22 de dezembro de 2012
Em causa própria?
Do baú de assombros da
República Bananeira salta a cada hora um espanto em meio à privação do sentido
da vergonha.
Tome mais este: o deputado
federal Domingos Dutra, do PT do Maranhão, é autor de um projeto de lei que
cria o Estatuto Penitenciário Nacional.
Caso aprovada, a matéria
cria a cadeia cinco estrelas: os presos teriam direito a banho quente em locais
frios, cela com calefação, academia de ginástica, material
de higiene pessoal como desodorante, xampu, condicionador, hidratante de pele e
até camisinha. Além disso, uma equipe de médicos teria que morar em presídios
ou próximo a eles.
Um dos 119 artigos da proposta mantém
direitos políticos dos detentos e acesso a jornais, rádio e TV a cabo. Para
completar, o petista sugere a criação do Dia do Encarcerado, em 25 de junho.
Parece inesgotável a capacidade petralha de
promover vigarices com o dinheiro público. Assombrações do naipe desse projeto
só podem, com certeza, contemplar a eventual, futura probabilidade de ver mais
‘cumpanhêro’ no xilindró.
Para facilitar as coisas, o petista deveria
ser mais ousado e declarar logo no projeto: “O legal é ser bandido. Revogam-se
as disposições em contrário.”
Só mesmo invocando Barbosa, o Rui: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas
mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a
ter vergonha de ser honesto.”
P.S.: E antes que apareça algum indigitado aqui a
arrotar proselitismos: cumprir pena com o mínimo de dignidade é uma coisa;
desfrute é outra.
Roubar pelo povo
Carlos
Alberto Sardenberg
Intelectuais ligados ao PT
estão flertando com uma nova tese para lidar com o mensalão e outros episódios
do tipo: seria inevitável, e até mesmo necessário, roubar para fazer um bom
governo popular.
Trata-se de uma clara
resposta ao peso dos fatos. Tirante os condenados, seus amigos dedicados e os
xiitas, ninguém com um mínimo de tirocínio sente-se confortável com aquela
história da “farsa da mídia e do Judiciário”.
Se, ao contrário, está
provado que o dinheiro público foi roubado e que apoios políticos foram
comprados, com dinheiro público, restam duas opções: ou desembarcar de um
projeto heroico que virou bandidagem ou, bem, aderir à tese de que todo governo
rouba, mas os de esquerda roubam menos e o fazem para incluir os pobres.
Vimos duas manifestações
recentes dessa suposta nova teoria. Na “Folha”, Fernanda Torres, em defesa de
José Dirceu, buscou inspiração em Shakespeare para especular: talvez seja
impossível governar sem violar a lei.
No “Valor”, Renato Janine
Ribeiro escreveu duas colunas para concluir: comunistas revolucionários não
roubam; esquerdistas reformistas roubam quando chegam ao governo, mas “talvez”
tenham de fazer isso para garantir as políticas de inclusão social.
Tirante a falsa
sofisticação teórica, trata-se da atualização de coisa muito velha. Sim, o
leitor adivinhou: o pessoal está recuperando o “rouba mas faz”, criado pelos
ademaristas nos anos 50. Agora é o “rouba mas distribui”.
Nem é tão surpreendente
assim. Ainda no período eleitoral recente, Marilena Chauí havia colocado Maluf
no rol dos prefeitos paulistanos realizadores de obras, no grupo de Faria Lima,
e fora da turma dos ladrões.
Fica assim, pois: José
Dirceu não é corrupto, nem quadrilheiro – mas participou da corrupção e da
quadrilha porque, se não o fizesse, não haveria como aplicar o programa popular
do PT.
Como se chega a esse
incrível quebra-galho teórico? Fernanda Torres oferece uma pista quando comenta
que o PT se toma como o partido do povo brasileiro. Ora, segue-se, se as elites
são um bando de ladrões agindo contra o povo, qual o problema de roubar “a
favor do povo”?
Renato Janine Ribeiro
trabalha na mesma tese, acrescentando casos de governos de esquerda
bem-sucedidos, e corruptos. Não fica claro se são bem-sucedidos “apesar” de
corruptos ou, ao contrário, por serem corruptos. Mas é para esta última tese
que o autor se inclina.
Não faz sentido, claro.
Começa que não é verdade que todo governo conservador é contra o povo e
corrupto.
Thatcher e Reagan, exemplos
máximos da direita, não roubavam e trouxeram grande prosperidade e bem-estar a
seus povos.
Aqui entre nós, e para ir
fundo, Castello Branco e Médici também não roubavam e suas administrações
trouxeram crescimento e renda.
Por outro lado, o PT não é
o povo. Representa parte do povo, a majoritária nas últimas três eleições
presidenciais. Mas, atenção, jamais ganhou no primeiro turno e os adversários
sempre fizeram ao menos 40%. E no primeiro turno de 2010, Serra e Marina
fizeram 53% dos votos.
Por isso, nas democracias o
governo não pode tudo, tem que respeitar a minoria e isso se faz pelo respeito
às leis, que incluem a proibição de roubar. E pelo respeito à opinião pública,
expressa, entre outros meios, pela imprensa livre.
Por não tolerar essas
limitações, os partidos autoritários, à direita e à esquerda, impõem ou tentam
impor ditaduras, explícitas ou disfarçadas. Acham que, por serem a expressão
legítima do povo, podem tudo.
Assim, caímos de novo em
velha tese: os fins justificam os meios, roubar e assassinar.
Renato Janine Ribeiro diz
que os regimes comunistas cometeram o pecado da extrema violência física, eliminando
milhões de pessoas. Mas eram eticamente puros, sustenta: gostavam de limusines
e dachas, mas não colocavam dinheiro público no bolso. (A propósito, anotem aí:
isto é uma prévia para uma eventual defesa de Lula, quando começam a aparecer
sinais de que o ex-presidente e sua família abusaram de mordomias mais do que
se sabe).
Quanto aos comunistas,
dizemos nós, não eram “puros” por virtude, mas por impossibilidade. Não havia
propriedade privada, de maneira que os corruptos não tinham como construir patrimônios
pessoais. Roubavam dinheiro de bolso e se reservavam parte do aparelho do
estado, enquanto o povo que representavam passava fome. Puros?
Reparem: na China, misto de
comunismo e capitalismo, os líderes e suas famílias amealharam, sim, grandes
fortunas pessoais.
Voltando ao nosso caso
brasileiro, vamos falar francamente: ninguém precisa ser ladrão de dinheiro
público para distribuir Bolsa Família e aumentar o salário mínimo.
Querem tudo?
Dilma consegue aprovar a MP
que garante uma queda na conta de luz. O Operador Nacional do Sistema Elétrico
diz que haverá mais apagões porque não há como evitá-los sem investimentos que
exigiriam tarifas mais caras.
Ou seja, a conta será mais
barata, em compensação vai faltar luz.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Olha para o céu!
Veio de Laura o cartão desejando
feliz aniversário.
E veio com a foto do
alinhamento dos planetas Mercúrio, Vênus e Saturno sobre as pirâmides de Gizé,
que acontece no céu de hoje, 3 de dezembro.
O fato não havia me chamado
a atenção.
Mas leio sobre o assunto e fico
informado, com pompa e circunstância
telescópicas de um website plunct-plact-zum que não deixa a imaginação ir a
lugar nenhum, de que o fenômeno é uma sizígia.
Uma sizígia ocorre quando
três ou mais corpos celestes de um mesmo sistema gravitacional se alinham.
Mais um site informa que
este alinhamento planetário com as pirâmides de Gizé acontece a cada 2.737
anos.
Outro diz que tal
equilíbrio dos astros não é uma imagem realista.
Outro ainda, astrônomo
profissa, faz tábula rasa dessa configuração. Esquadrinha cálculos, coordenadas geográficas, esmiuça photoshops
e, todo racional, declara solene que tudo não passa de crença new age. Afinal,
a depender de nossa perspectiva, existe sempre alguma coisa alinhada no céu
sobre algo na Terra.
Outros enxergam nos
planetas alinhados com as três pirâmides um significado espiritual, associam
com prenúncios do calendário maia, vasculham, mais que o firmamento, o
pensamento mágico.
Eu? Repito a palavra sizígia,
ao mesmo tempo em que me recordo de um livro, Olha para o céu, Frederico!, lido na passagem do cometa juventude.
Sizígia, sizígia. Vem à memória
um poema que há muito escrevi com essa mesma palavra. É um desses poemas que dorme eternamente no berço esplêndido das gavetas, de um tempo quando eu
olhava para o céu querendo ver mais que estrelas. E apontava sem medo de
verrugas no dedo para um lugar conhecido (eu sei), cujo verdadeiro nome não sei, não
sei.
Ora leio o cartão e nem me
interessam as controvérsias astronômicas, científicas, místicas, apocalípticas,
o alinhamento ou o desalinho dos corpos celestes. Nem se raras são – ou não –
as conjunções celestiais. Nem as coincidências – inescapáveis ou não, visíveis ou não – que do céu gravitam, pesam sobre mim. Sobre nós.
Nem me interessa qualquer
certeza que derrube com assombro exemplar, se tem explicação, não tem,
não tem, a vida que arde, como diz o verso da canção.
Mas a imagem dos planetas
sobre as pirâmides me fez, sim, olhar para o céu, fez pensar que um acontecimento
nas órbitas planetárias é um belo cartão postal para uma data, qualquer data.
E pensar que em todo o mundo, movendo
crenças, com esguelha cética ou com a corriqueira, benfazeja esperança, muita
gente ainda olha para o céu, tentada a ver algo muito além de estrelas.
domingo, 2 de dezembro de 2012
domingo, 25 de novembro de 2012
A vida sob o olhar de um pingo d'água
No
dia 1º de dezembro, meu amigo Vicente Amaral vem a Divinópolis lançar seu livro
Pingo D’Água, pela Gulliver Editora.
A
manhã de autógrafos acontece na Boutique do Livro, no sábado, a partir das 10
horas, durante a Hora do Conto, com participação de outro artista contador de
histórias, Juvenal Bernardes.
Vou
lá dar um abraço em Vicente, saudar sua estreia literária, desejar sorte e coisa e
tal.
Quanto
ao Pingo D’Água, é uma história singela, dessas que caem sutis como orvalho, deixam
o olhar encantado, a alma serena de uma simplicidade tão óbvia como o espelho
da vida.
As
ilustrações do livro, feitas pelo autor, levam a enxergar o mundo sob a ótica de uma gota d’água, como se estivesse dentro dela. Uma visão que
vai se definindo, ao mesmo tempo em que vai se clareando, para Pingo – e o
leitor, portanto – a razão de sua queda, o sentido da vida que nele palpita.
Tudo com muita leveza, como são as coisas simples da
vida, das quais brotam as pequenas, grandes verdades.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Estamos "devoluindo"?
Humanos estão
perdendo a capacidade intelectual e emocional
Há quem pense que as novas gerações estão mais estúpidas do que nunca. Embora seja difícil dizer com certeza se estamos mesmo
ficando menos inteligentes, uma nova teoria, bastante controversa, afirma que
os humanos estão vagarosamente, mas definitivamente perdendo capacidades
intelectuais e emocionais.
Dr. Gerald Crabtree, da
Universidade Stanford (EUA), baseou sua teoria no fato de que a inteligência
“superior” humana (em relação a outros animais) foi resultado de uma enorme
pressão evolutiva. A inteligência e comportamento humanos exigem, portanto, o
funcionamento ideal de um grande número de genes.
Essa complicada rede de
genes que supostamente nos dá a grande vantagem em relação a outros seres vivos
é suscetível de mutações que, sem a manutenção de uma enorme pressão evolutiva,
tendem a nos “emburrecer”.
Crabtree acredita que o
desenvolvimento de nossas capacidades intelectuais e a otimização de milhares
de genes de inteligência provavelmente ocorreram em grupos dispersos de povos,
antes de nossos ancestrais surgirem na África.
Nessa época, a inteligência
era crítica para a sobrevivência, por isso uma imensa pressão agindo sobre os
genes necessários para o desenvolvimento intelectual levou a um pico da
inteligência humana.
A teoria de Crabtree é que,
a partir desse ponto, a inteligência humana provavelmente começou a lentamente
perder terreno.
Depois da agricultura e,
consequentemente, da urbanização, passou a haver menos seleção natural para os
“mais inteligentes”.
Com base em cálculos da
frequência com que mutações prejudiciais aparecem no genoma humano e no
pressuposto de que 2.000 a 5.000 genes são necessários para sustentar nossa
alta capacidade intelectual, Crabtree estima que dentro de 3.000 anos (cerca de
120 gerações) todos nós teremos sofrido duas ou mais mutações prejudiciais para
a nossa estabilidade intelectual ou emocional.
Crabtree argumenta que a
combinação de uma menor pressão seletiva e um grande número de genes facilmente
afetados por mutações está “corroendo” nossas capacidades intelectuais e
emocionais.
Porém, ele também argumenta
que essa perda de inteligência é muito lenta e, a julgar pelo ritmo acelerado
de descoberta e avanço da nossa sociedade moderna, tecnologias futuras poderão
apresentar soluções para o problema.
“Acho que chegaremos a
compreender cada uma das milhões de mutações humanas que possam comprometer
nossa função intelectual, e como cada uma delas interage com umas as outras e
com demais processos, bem como suas influências ambientais”, diz. “Então,
seremos capazes de corrigir qualquer mutação no nosso organismo, em qualquer
estágio de desenvolvimento. O processo brutal da seleção natural será
desnecessário”, opina.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
A cabala sob a fumaça das pesquisas eleitorais
“Há três espécies de
mentiras: as mentiras, as mentiras sagradas e as estatísticas.”
(Mark Twain)
(Mark Twain)
Ninguém
é tolo de contestar toda e qualquer pesquisa eleitoral. Alguma deve ser séria. A
pesquisa funciona pelo método de amostragem para apontar a opção política num
dado momento. É uma interpretação de um recorte da realidade. Logo, não é a
realidade.
Nem
ninguém é tão ingênuo a ponto de não reconhecer que as pesquisas erram e erram
muito. A favor e contra todos. Apenas repetem esquemas eleitorais que vêm se
deteriorando quanto mais se degenera o eleitorado que tem de decidir não pelo
melhor, mas pelo ‘menos pior’. Que enterra nas urnas, junto com seu voto, sua
desgraça, seu desagrado e descrença.
Os
motivos dos erros nas pesquisas podem variar do viés ideológico ao fato de se
superestimar as intenções de voto no candidato que segue na liderança e
subestimar os votos indecisos, brancos e nulos. E estes podem mudar todo o
cenário, de repente, não mais que de repente.
Muitas
pesquisas são feitas naquela de torturar os números até que digam o resultado
desejado por quem as contratou. Parece o caso daquelas que disparam vantagem de
tal candidato para influenciar os distraídos da pátria e os lúmpens desdentados
com o oba-oba do “já ganhou”.
Variam
também os resultados como varia mais ainda a confiabilidade dos
institutos. Partidos e candidatos há
que, se não compram votos, compram pesquisas para induzir o eleitor a erro ou a
votar naquele que "está na frente". Alguns institutos só funcionam em épocas de
campanha. Estes, se não pertencem a empresas de comunicação, têm vínculo com
grupos políticos. Daí não é raro, nas eleições municipais, surgirem pesquisas
de encomenda. Servem de alerta, pois, para avaliar a consistência dos resultados
dessas cabalas feitas para iludir bocós.
As
pesquisas podem mudar a opinião dos eleitores? Sim. Principalmente os que votam
sob o ronco das torcidas. Ou do estômago. Mas todo o ruído em torno delas nem
sempre é opinião: pode ser apenas o arroto dos que comemoram a mama pregados às
tetas do poder. Da mesma forma, nem é legitimidade todo resultado: é de tudo o
resto, falta de opção.
E
por falta de opção, votar no menos pior já é motivo mais do que suficiente
para não votar.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
sábado, 22 de setembro de 2012
Debate dos candidatos a prefeito de Divinópolis é mais do mesmo
Assisti ao debate dos prefeitáveis
de Divinópolis, na TV Candidés, na quinta-feira (20).
Tudo muito mais chocho do
que o esperado.
Goro, sem suco nem miolo.
Sem contundência, força ou
vigor para provocar o eleitor, demudar opinião, voto, intenção ou evocar
esperança.
A oposicinha tentou, mas
não mijou no poste. Não marcou para valer o terreno nem conseguiu fazer tábula
rasa do manjado coitadismo do tucano prefeito Vladimir Azevedo, visivelmente mais
preocupado em destilar auto-elogios a uma gestão medíocre, tocada à buliçosa
caiação sob o coro das “belas” violas publicitárias. Tudo anêmico, o
recandidato só evidenciou a dificuldade de se colocar para o bem comum sem
colar o próprio ego ao protagonismo ou à necessidade de aplauso. A memória
recomenda e o ditado é antigo: elogio em boca própria é vitupério.
Mas, na atmosfera de
ladeira abaixo, deu para reforçar algumas convicções:
1 – a forma de se fazer
alguma coisa é mais importante que o resultado. O resultado, em parte, é
consequência da forma e até aí o debate não trouxe novidade alguma. Na política
local, nada de novo sob o sol, senão a reprise das velhas fórmulas: a
comodidade de querer dizer coisas novas sem conciliar antigas verdades;
2 – quando se pensa nas
coligações, quantas e maiores forem, fica patente que há por trás muito mais
interesses do que gente interessada;
3 – continuísmo não
significa avanço, caminhar para frente. Pode ser apenas a acumulação de mesmos,
outros erros. A contrapartida das críticas às administrações anteriores é [deveria ser] óbvia: é preciso fazer
diferente e muito melhor do aquilo que foi criticado, pôr em prática tudo o que
se promete(u) e este não é o caso da atual gestão. Por aí, basta a mentira de que a UPA da Ponte Funda está funcionando;
4 – certas ideias têm verniz de renovação, mas são conservadorismo do pior tipo: pretende-se
apenas substituir as coisas más que existem por outras piores ainda. Proclamar
Trabalho e Honestidade ou Ficha Limpa não impõe nenhuma vantagem competitiva. É
[deveria ser] o pressuposto mínimo de
obrigação moral, para todo e qualquer candidato;
5 – uma coisa só é
realmente nova quando satisfaz à legitimidade de uma pretensão antiga. Algo que
se traduz em um aspecto elementar que é, por exemplo, o respeito aos impostos
pagos pelo contribuinte, como no caso do IPTU. Mais do que respeito, compaixão pelo dinheiro do contribuinte. Quando olho a rua da casa, do
bairro onde moro, concluo sem ressalvas: a cara da rua é o focinho da prefeitura
e o que vejo é uma lambança. Onde a prefeitura negligencia, o abandono tripudia,
o mau exemplo impera e deseduca a população;
6 – as alegações de paternidade
das obras públicas apenas denunciam o paternalismo enrustido, egotista, prática das
mais caducas que subestima o eleitor. As obras públicas ao povo pertencem, porque
o povo é quem paga – e caro – por elas. Mas os discursos só reprisam que o
povo, que nem casca de ovo, está sempre por fora.
Somadas e subtraídas as
nulidades aos interesses das partes e partidos, alguma intenção reconhecível, ensaiada
ou escapulida na (auto)defesa abstrata de algum princípio, ideologia, promessa
ou proposta até (porque alguma, vá lá, emerge da geleia geral), o debate foi proveitoso.
Inclusive para confirmar: Faça um político e seus correligionários trabalharem,
não os reeleja!
E não reeleja pela razão de
que certas poltronas, se não corrompem, acomodam e amolecem aqueles que já se
folgam achando-se donos das poltronas, embora apenas transitoriamente as ocupem.
No mais, exceto os
péssimos, todos os candidatos são ótimos.
Ruim sou eu, eleitor, que
não mereço tanta bondade.
E nada tenho a defender,
senão a liberdade de consciência que até trocaria de bom grado por um voto ou alguma
nova convicção. Se a vislumbrasse no horizonte.
domingo, 9 de setembro de 2012
Um dia, na aldeia
“Era
uma vez na Amazônia a mais bonita floresta
mata verde, céu azul, a mais imensa floresta
no fundo d’água as Iaras, caboclo lendas e mágoas
e os rios puxando as águas (...)”
mata verde, céu azul, a mais imensa floresta
no fundo d’água as Iaras, caboclo lendas e mágoas
e os rios puxando as águas (...)”
“(...)
pra gente que tem memória, muita crença, muito amor
pra defender o que ainda resta, sem rodeio, sem aresta
era uma vez uma floresta na Linha do Equador...”
(Saga da Amazônia, Vital Farias)
Venha compartilhar comigo um
capítulo dessa história – nossa história,
no lançamento do livro “Ninauá”.
no lançamento do livro “Ninauá”.
Dia 13
de setembro, às 20 horas, no Centro de Artes da Praça do Santuário.
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