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domingo, 29 de junho de 2014

O Grito de Guerra da Mãe-Tigre

O livro, de Amy Chua, conta a história incontestavelmente honesta, muitas vezes engraçada e sempre instigante de uma mãe radical (ou seja, que vai à raiz das coisas e de seus objetivos) e se opõe de maneira drástica à indulgência dos pais ocidentais na educação de seus filhos. Mas é basicamente a história das expectativas de uma mãe em relação às duas filhas e os riscos que está disposta a enfrentar para prepará-las, no presente, e muni-las de habilidades para o futuro.
Como ser uma Mãe-Tigre
Diferentemente da típica mãe ocidental, a mãe chinesa acredita que:
1.     os deveres escolares são sempre prioritários;
2.     um A-menos é uma nota ruim;
3.    seus filhos devem estar dois anos à frente dos colegas de turma em matemática;
4.     os filhos jamais devem ser elogiados em público;
5.    se seu filho algum dia discordar de um professor ou treinador, sempre tome o partido do professor ou do treinador;
6.    as únicas atividades que seus filhos deveriam ter permissão de praticar são aquelas em que pudessem ganhar medalhas;
7.     essa medalha deve ser de ouro.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Gol de letrinhas

No dia 11 de junho, fui recebido por uma turma de craques na Escola Ilídio da Costa Pereira, em Divinópolis. Tudo porque uma galerinha muito animada ainda mais se animou a ler meu livro “Quando Falar é Fazer” (Gulliver Editora). Uma horinha de descontração, bate-papo e contação de histórias, de deixar o coração da gente em peso pluma.
Aí estou eu, no meio da criançada sacudindo o livro que nem bandeirola de time que já começa a fazer os primeiros gols de letrinhas. Ah, e pais e mães presentes, naquela de torcida organizada em jogo de afeto e linguagem – onde, a gente sabe, todo mundo pode ser campeão. Mais uma vez, nota dez para o trabalho da diretora Aélida, das professoras Uelma, Marlene e Cláudia. Elas são dessas que gostam é de desafio no meio de campo.
Então: cada vez que visito o Ilídio (já chamo assim, íntimo na área) me surpreendo um pouco mais e mais me certifico de que a cada passo, a cada projeto da escola, mais ela se confirma não só como referência em ensino. Mas principalmente pelo empenho notável de nos lembrar que se a Educação não resolve todos os problemas do mundo, nos dá crença, alento, a esperança de que um mundo melhor é possível. E isso não só é parte da solução, como é um lance de coragem.
Valeu! Fiquei pelas tabelas de feliz!

domingo, 25 de novembro de 2012

A vida sob o olhar de um pingo d'água

No dia 1º de dezembro, meu amigo Vicente Amaral vem a Divinópolis lançar seu livro Pingo D’Água, pela Gulliver Editora.
A manhã de autógrafos acontece na Boutique do Livro, no sábado, a partir das 10 horas, durante a Hora do Conto, com participação de outro artista contador de histórias, Juvenal Bernardes.
Vou lá dar um abraço em Vicente, saudar sua estreia literária, desejar sorte e coisa e tal.
Quanto ao Pingo D’Água, é uma história singela, dessas que caem sutis como orvalho, deixam o olhar encantado, a alma serena de uma simplicidade tão óbvia como o espelho da vida.  
As ilustrações do livro, feitas pelo autor, levam a enxergar o mundo sob a ótica de uma gota d’água, como se estivesse dentro dela. Uma visão que vai se definindo, ao mesmo tempo em que vai se clareando, para Pingo – e o leitor, portanto – a razão de sua queda, o sentido da vida que nele palpita.
Tudo com muita leveza, como são as coisas simples da vida, das quais brotam as pequenas, grandes verdades. 

domingo, 9 de setembro de 2012

Um dia, na aldeia

“Era uma vez na Amazônia a mais bonita floresta
mata verde, céu azul, a mais imensa floresta
no fundo d’água as Iaras, caboclo lendas e mágoas
e os rios puxando as águas (...)”





“(...) pra gente que tem memória, muita crença, muito amor
pra defender o que ainda resta, sem rodeio, sem aresta
era uma vez uma floresta na Linha do Equador...”

                                                                                  (Saga da Amazônia, Vital Farias)

Venha compartilhar comigo um capítulo dessa história – nossa história, 
no lançamento do livro “Ninauá”.
Dia 13 de setembro, às 20 horas, no Centro de Artes da Praça do Santuário.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Ninauá



“– É melhor ver por si mesmo, Ninauá.
Cada um vê conforme o que procura.
Venha, aproxime-se. Assim o velho disse,
olhando na alma do olho de Ninauá.
A alma verdadeira, bedu yuxin.
O que o homem leva no coração é seu ponto de partida,
é seu destino. Onde estiver o coração,
aí está o seu tesouro.”
Este é o mote de meu recém-nascido livro, Ninauá, pela Editora Gulliver, minha mais nova incursão pela literatura infanto-juvenil, que chega às livrarias nesta segunda-feira.
Meu amigo, jornalista acriano Altino Machado, já me concedeu a honra de saudar Ninauá em seu blog, na terra que inspirou toda a história (leia mais aqui). Ela surgiu numa viagem que fiz pelo Acre, em 2006, em jornada pela floresta amazônica, durante um ritual na aldeia katukina. Altino e sua família me abriram as portas de sua casa e foi ele quem me deu o primeiro porto dessa aventura. Obrigado, Altino, por tudo.
A arte da capa é do carioca Rafael Nobre, sobre ilustração do artista acriano Ivan Campos e foto de Fernando Laudares.
Quanto à história, em essência, é isso:
 “Ninauá ensina: o coração, como as árvores, nasce onde ama. Ninauá é um curumim. Seu nome, herdado do pai, significa ‘grande homem da floresta’. Um dia, os daku nawás – os homens enrolados – invadem a aldeia de Ninauá e capturam seus parentes.
Em fuga, o indiozinho mergulha no igarapé, de onde sai à procura de sua gente. Seguindo em uma aventura pelas matas, Ninauá conta com a ajuda dos yuxin, os encantados, para encontrar seu povo e livrá-lo do cativeiro. Em sua busca, terá de enfrentar seu inimigo, o txakabu nawá. Homem mau e ambicioso, instigado pelas histórias de um velho índio jivaro, ele persegue um tesouro: acredita que a floresta esconde as lendárias minas do Rei Salomão.
Na aldeia das guerreiras amazonas, Ninauá aprende como derrotar o inimigo. Porém, é advertido: nada será como antes. Sua saga o levará ao seu destino, sob a luz de uma estrela guia, quando então o txakabu nawá descobre a verdade sobre si mesmo, quem é Ninauá e onde está escondido o verdadeiro tesouro.
A história do pequeno Ninauá conta a viagem do herói. É uma estrutura narrativa universal, cuja essência está contida nos mitos, contos de fadas e lendas que nos revelam como alguém se lança no caminho em busca de um bem e realiza a sua obra. Na verdade, é a história por trás de todas as histórias contadas infinitamente, de geração a geração, desde tempos imemoriais, com diferentes nomes e personagens, para expressar um conhecimento profundo, que toda alma traz consigo. Essa história mais antiga do mundo, diz o escritor Hajo Banzhaf, “é, ao mesmo tempo, uma história simbólica, uma parábola para o caminho de vida do ser humano. É isso que a torna tão fascinante, e é por isso que tem de ser contada e recontada, para que nunca nos esqueçamos por que estamos aqui na Terra e o que temos de fazer aqui e agora.”

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Quando Falar é Fazer: lançamento na Livraria Leitura

Fotos do lançamento do livro Quando Falar é Fazer na Livraria Leitura do BH Shopping, em Belo Horizonte, no dia 3 de dezembro, com minha gratidão a todos cuja presença foi mais um motivo de alegria.












terça-feira, 1 de novembro de 2011

Quando Falar é Fazer chega ao Choro

O livro “Quando Falar é Fazer” chegou à Comunidade do Choro, em Divinópolis-MG, pelas mãos e o talento da contadora de histórias Márcia Bloch, do Rio de Janeiro.
Márcia estava de passagem pela cidade, às vésperas do lançamento, quando nos conhecemos na Boutique do Livro. Ela atua no projeto Barraginhas, da equipe ambiental de Furnas Centrais Elétricas, junto àquela comunidade, onde segue trabalhando memória, cultura e identidade.
O sentido de um livro é, ao mesmo tempo, seu destino.
Aonde ele for, vamos juntos Elton – que o ilustrou – e eu, que o escrevi, a quem o levar.
Fico feliz porque o livro chegou a essa gente, esse lugar. Onde há de falar e fazer história.
Valeu, Márcia! 

domingo, 30 de outubro de 2011

"Quando falar é fazer", com gente muito querida!

Gente muito, muito querida, disse sim ao convite para o lançamento do meu livro “Quando Falar é Fazer”, ilustrado pelo artista Elton Caetano.
Já no dia 3 de dezembro, tem sessão de autógrafos na Livraria Leitura, no BH Shopping, em Belo Horizonte.
Obrigado a todos que levaram seu abraço e fizeram acontecer a festa.
Thank you!
Grazie!
Gracias!
Merci!
Danke!
Kiitos!
תודה
شكرا
E tem mais fatos e fotos (sob a lente de Cristiane Silva) na página da Editora Gulliver! Basta clicar aqui. 




sábado, 29 de outubro de 2011

Dia do livro

 “Oh! Bendito o que semeia
Livros... livros à mão cheia...
E manda o povo pensar!
O livro caindo n'alma
É germe – que faz a palma,
É chuva – que faz o mar.”
(CASTRO ALVES)

domingo, 23 de outubro de 2011

Quando falar é fazer



Vem chegando a hora do lançamento de meu novo livro, “Quando falar é fazer”, pela Editora Gulliver. Com ilustrações do artista Elton Caetano, radicado na Argentina, o texto é um jogo de linguagem. De forma lúdica, ritmada, mostra que falando fazemos coisas, mas também há diferenças entre o falar e o fazer.  
O jornalista Douglas Fernandes, do site Almanake, especializado em cultura e variedades, destaca que a obra sai da mesmice dos livros tradicionais voltados ao público infantil, ao instigar a curiosidade do leitor e também ensinar.
“Quando falar é fazer” é uma excelente obra para ser adotada em escolas e também para ser lida em casa pelos pais, permitindo que a criança descubra a diferença entre o fazer e o falar, assim como o uso das palavras para afirmar ou negar, pedir ou mandar, ajudar ou atrapalhar. O cunho educacional do livro valoriza ainda mais esse trabalho, porque faz com o hábito de leitura se transforme em algo prazeroso.” – diz a grata resenha do Almanake.
Leia mais, aqui.
E estejam convidados. Voilà.