domingo, 18 de setembro de 2011
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Ah, nem...
“É assim no mundo inteiro”.
Fernando Haddad, ministro da Educação, sobre o naufrágio das escolas públicas no Enem-2010, explicando que no mundo inteiro os alunos estão descobrindo que 10 menos 7 é igual a 4 e aprendendo que está certo dizer “nós pega o peixe”, só que em outros idiomas.
Cidade sitiada
estou reabitando minha cidade
– evacuada em tempos de ameaça de catástrofe.
cada cidadão meu foi para um canto da floresta,
e lá passou medos e saudade.
– evacuada em tempos de ameaça de catástrofe.
cada cidadão meu foi para um canto da floresta,
e lá passou medos e saudade.
agora eles voltam por instinto de coisa boa.
sentem um sol novo a entrar nas casas
– sentem esse sol de longe,
ainda que permaneçam amedrontados sob a copa da árvore negra –
sol a convidá-los para a remorada.
a convidá-los a viver.
sentem um sol novo a entrar nas casas
– sentem esse sol de longe,
ainda que permaneçam amedrontados sob a copa da árvore negra –
sol a convidá-los para a remorada.
a convidá-los a viver.
montam barricada agora
e dizem que nunca mais hão de sair
e viverão para sempre.
e dizem que nunca mais hão de sair
e viverão para sempre.
eu digo que sim, que sim.
que eu acredito neles
apesar de saber que o para sempre é pouco tempo
e termina sempre
– sem atraso –
no fim.
no fim do dia.
que eu acredito neles
apesar de saber que o para sempre é pouco tempo
e termina sempre
– sem atraso –
no fim.
no fim do dia.
fim do dia
quando a casa e o bosque
ficam da mesma cor.
quando a casa e o bosque
ficam da mesma cor.
sábado, 10 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
Exorcismo ao seu alcance
A coisa pega mais que reza braba e praga de mãe.
A coisa faz abestado fugir como o diabo foge da cruz.
A coisa tem efeito de água benta no couro do grão-tinhoso.
A coisa existe e funciona para Gente de Bem.
A coisa é para quem deseja exconjurar o espírito das trevas encarnado no Congresso Nacional, onde o não-sei-que-diga obra pelas artes do maligno.
A coisa tem nome: Voto Distrital.
O Voto Distrital elimina o efeito Tiririca, põe político para enfrentar o batente, enfraquece oligarquias e campanhas milionárias. É a reforma política que de fato interessa, porque dá poder a quem de direito: o cidadão eleitor.
O melhor de tudo é que basta ver quem é contra o Voto Distrital para saber que o dito cujo é da banda do coisa-ruim.
Participe deste verdadeiro exorcismo na vida pública nacional.
Repasse aos seus contatos.
Mobilize-se, faça acontecer esse expurgo.
Vade retrum, rabudos!
Et aspergatur locus aqua benedicta.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Um programa legal!
Brasileiros Honestos já têm compromisso agendado para o Dia 7 de Setembro. Eles sabem que não adianta protestar apenas na internet. O grito, agora, é nas ruas. Por isso, o Brasil Que Presta já se mobiliza para mostrar sua indignação.
Quem não aceita a ladroagem e entende que já passou da hora de dar um basta à corrupção, mãe e madrasta de todas as desgraças deste país, com certeza vai participar das várias manifestações programadas pelo Brasil afora.
A ideia é promover uma mobilização pacífica, civilizada, apartidária. É chegada a hora de tomar o partido da Ética. Então, nada melhor do que um programa legal: dentro da legalidade e em nome da lei para todos, contra a roubalheira e a impunidade.
Foi com a mobilização popular que o Brasil resgatou a democracia e conquistou o direito ao voto livre e direto. Agora, é o tempo de acordar o país para fazer valer essa conquista, sem dar trégua aos assaltantes do dinheiro público, traidores do povo e da democracia.
Em Belo Horizonte, o protesto acontecerá no dia 7 de setembro, a partir de 12 horas, na Praça da Liberdade.
Outra grande mobilização está prevista para o dia 20 de setembro, na Cinelândia, no Rio de Janeiro.
Confira, aqui, no site Brasil + Ético, os eventos Anti-Corrupção já programados.
domingo, 28 de agosto de 2011
Noves fora, zero para a Educação!
Mais quero asnos que me carreguem que cavalo que me derrube. Essa doutrina impera em feudos maranhenses, mas já galopa pelo Brasil da Era Lula, cujo legado é o país da douta ignorância. Que segue diplomando analfabetos funcionais e concede título de doutor honoris causa ao patrono da gandaia.
Um vexame nacional: esse é o resultado da Prova ABC sobre a alfabetização no país, onde só 32% dos alunos das escolas públicas sabem somar e subtrair. Em nível de leitura, então, vá medir o tamanho da vergonha (basta clicar aqui).
Ao cabo e ao fundo (sem diferir entre forma e fundo) vai-se instituindo a ignorância como (d)efeito a justificar cotas e bônus para estudantes contra a virtude do mérito de alunos que realmente estudam.
Nesse trotar, improvável é o futuro do eterno país do futuro. Que o diga a Prova ABC. Mas já se vislumbra, por aí, quanta firmeza de opinião reservam esses brasileirinhos, e-leitores do Brasil de amanhã. A confirmar nas urnas o analfabeto político e o político analfabeto, sob as rédeas da corrupção do populismo trotador, upa!, upa!
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Eu só duvido vendo
Quem não tem colírio e usa óculos escuros, escutou dona Dilma Rousseff, no lançamento do plano Brasil sem Miséria (veja aqui), ressaltar a participação dos governadores no combate à pobreza e declarar em relação aos escândalos que Lula deixou-lhe como herança:
"Quero reafirmar a importância do pacto que firmamos hoje. É o Brasil inteiro fazendo a verdadeira faxina que esse país tem que fazer: a faxina contra a miséria".
A ideia de faxina veio de encomenda da imprensa. A tal faxina não é assim uma Brastemp. Dona Dilma só faz espanar a poeira sem varrer o pó. Bota um lixinho para fora, mas retém o entulho dentro do governo.
A dita faxina é um embuste. Só tolo não vê. Só conivente acata. Dona Dilma não tem um plano de combate à corrupção (até porque é refém dos corruptos avalizados por Lula). Não tem posição definida quanto aos fatos. Apenas diz não se deixar pautar pela mídia. Mídia, no caso, entenda-se a minoria de uma imprensa livre fazendo o papel de dedo indicador ao denunciar a sujeira. O resto levanta o polegar. Ou o usa para bater o chamegão chapa-branca do jornalismo analfabeto político.
Falemos de faxina quando o bandido estiver na cadeia, a sentença transitar em julgado e o dinheiro surrupiado voltar aos cofres públicos. Não há faxina de miséria enquanto o governo não se limpa da corrupção parideira de todos os males, a miséria moral inclusive e principalmente.
No caso de dona Dilma Rousseff, limpar-se da corrupção significa romper com os desvios do passado podre que Luís Inácio deixou-lhe em mãos. Se tal ruptura acontecer, me avisem. Enquanto isso, faxina é o escambau. O que há é uma velha modalidade de burla: demite-se o ladrão ou espera-se que ele peça demissão. Como se esse ato de confissão de culpa limpasse a ficha e o ambiente infectado pela corrupção acumulada nos batentes da imoralidade político-administrativa escondida por Luís Inácio sob o tapete de seus dois mandatos. Com a qual entronizou sua sucessora.
Se dona Dilma Rousseff quiser mesmo fazer faxina, sabe muito bem por onde deveria começar. É uma questão de, digamos assim, prendas domésticas do Planalto. Mas aí eu só duvido vendo.
Lembranças do pai de todos os escândalos
AUGUSTO NUNES
Relator do processo do mensalão, o ministro Joaquim Barbosa informa que o prazo para a prescrição do crime de formação de quadrilha começou a ser contado a partir da aceitação pelo Supremo Tribunal Federal da denúncia da Procuradoria Geral da República. Nenhum dos acusados, portanto, poderá valer-se desse trunfo legal para escapar do julgamento previsto para março de 2012. O companheiro José Dirceu, por exemplo, não será julgado apenas por corrupção ativa. O STF terá de decidir o que fazer com o chefe da organização criminosa.
As lembranças do mensalão escavadas pelos repórteres Aiuri Rebello e Fernanda Nascimento, reunidas na seção História em Imagens, ajudam a refrescar a curta memória nacional. E reafirmam que o desfecho do processo que trata do pai de todos os escândalos da Era Lula dirá se o Brasil está a caminho do mundo civilizado ou do tempo das cavernas.
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domingo, 21 de agosto de 2011
sábado, 20 de agosto de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
O futuro da nação
Universitários do País leem de 1 a 4 livros por ano
Na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), 23,24% dos estudantes não leem um livro sequer durante o ano. De uma forma geral, a maioria dos universitários brasileiros não vai muito além disso: lê, em média, de uma a quatro obras por ano. É o que revela levantamento exclusivo feito pelo jornal O Estado de S.Paulo a partir de dados divulgados pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
Numa realidade diametralmente oposta, os estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) são ávidos por leitura: 22,98% deles leem geralmente mais de dez livros por ano. No Maranhão, um dos Estados mais pobres do País, esse índice é de apenas 5,57%.
No início do mês, a Andifes divulgou pesquisa feita com 19.691 estudantes de graduação de universidades federais de todo o País, apresentando números consolidados do panorama nacional. A partir do cruzamento de dados, foi possível mapear e distinguir os cenários regionais no tocante a hábitos de leitura, frequência a bibliotecas, domínio de língua inglesa e uso de tabaco, álcool, remédios e drogas não lícitas.
A UFMA, que lidera o ranking dos universitários que não leem nada, ficou em quarto lugar entre os menos assíduos à biblioteca da universidade – 28,5% dos graduandos não a frequentam. O primeiro lugar nesse quesito ficou com a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio): metade de seus alunos esnoba o espaço.
Agência Estado (13.08.2011)
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Morte anunciada
Enquanto a Justiça do Brasil, em todos os níveis e instâncias, não se decidir, por medida saneadora, enquadrar nos rigores da lei a pior categoria de bandidos do país – ladrões de colarinho branco, mensaleiros & chefões da máfia que “não sabem de nada” – o alvo das arraias será sempre a própria Justiça.
Simples, assim.
Não tão simples, porém.
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