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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Questão de prioridade

R$ 622 milhões.

É o valor que o governo federal – Dilma Rousseff do PT – vai gastar com propaganda no primeiro ano de governo.

Nem é tanto assim, perto dos R$ 650 milhões torrados por Lula só em 2010. É que, diz-se por aí, DR está numa de "contenção de gastos".  Evidente, não se está em ano eleitoral.

No montante não está incluída a verba publicitária das estatais. Que também fazem propaganda do governo.

R$ 700 milhões.

É o valor previsto na Medida Provisória decretada pela presidente DR para recursos contra catástrofes. Como a que deixou mais de 800 mortos na região serrana do Rio de Janeiro.

Pode comparar.
Tudo é questão de prioridade.
As pessoas têm todo o direito à informação, não é mesmo?  

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A vida de um santo


Ficou fora do Oscar 2011 o fiasco “Lula, o filho do Brasil”.
Surpresa? Nenhuminha, neo.
Sites americanos especializados em cinema já davam como bola fora, desde a controversa indicação ao Oscar na categoria de melhor filme estrangeiro.
Não é nem de longe produção de cinema brasileiro comparável aos ótimos É Proibido Fumar, de Anna Muylaert, e Bróder, do diretor Jeferson, ganhador do Festival de Gramado em 2010. É uma decepção crítica e comercial desde o lançamento.
Frustrada, portanto, a propaganda eleitoral mais cara nunca antes produzida na história deste país, feita de encômio à promoção da publicidade internacional de Lula e do partido que ele encarna.
Propaganda feita com socos de sentimentalismo piegas na boca do estômago. 
Financiada com dinheiro de empresas com negócios – portanto, com interesses no governo Lula.
Fiada na crença de que os membros da Academia de Cinema votam com as tripas apenas em películas de apelo emocional e mensagem de superação e auto-ajuda do tipo “only in America”.
Para os conhecedores da arte, aquilo nem é uma cinebiografia. 
É um “hagiopic”.
Hagiológico é uma obra sobre a vida de um santo.
O filme de Lula é um hagiológico.