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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Ninauá



“– É melhor ver por si mesmo, Ninauá.
Cada um vê conforme o que procura.
Venha, aproxime-se. Assim o velho disse,
olhando na alma do olho de Ninauá.
A alma verdadeira, bedu yuxin.
O que o homem leva no coração é seu ponto de partida,
é seu destino. Onde estiver o coração,
aí está o seu tesouro.”
Este é o mote de meu recém-nascido livro, Ninauá, pela Editora Gulliver, minha mais nova incursão pela literatura infanto-juvenil, que chega às livrarias nesta segunda-feira.
Meu amigo, jornalista acriano Altino Machado, já me concedeu a honra de saudar Ninauá em seu blog, na terra que inspirou toda a história (leia mais aqui). Ela surgiu numa viagem que fiz pelo Acre, em 2006, em jornada pela floresta amazônica, durante um ritual na aldeia katukina. Altino e sua família me abriram as portas de sua casa e foi ele quem me deu o primeiro porto dessa aventura. Obrigado, Altino, por tudo.
A arte da capa é do carioca Rafael Nobre, sobre ilustração do artista acriano Ivan Campos e foto de Fernando Laudares.
Quanto à história, em essência, é isso:
 “Ninauá ensina: o coração, como as árvores, nasce onde ama. Ninauá é um curumim. Seu nome, herdado do pai, significa ‘grande homem da floresta’. Um dia, os daku nawás – os homens enrolados – invadem a aldeia de Ninauá e capturam seus parentes.
Em fuga, o indiozinho mergulha no igarapé, de onde sai à procura de sua gente. Seguindo em uma aventura pelas matas, Ninauá conta com a ajuda dos yuxin, os encantados, para encontrar seu povo e livrá-lo do cativeiro. Em sua busca, terá de enfrentar seu inimigo, o txakabu nawá. Homem mau e ambicioso, instigado pelas histórias de um velho índio jivaro, ele persegue um tesouro: acredita que a floresta esconde as lendárias minas do Rei Salomão.
Na aldeia das guerreiras amazonas, Ninauá aprende como derrotar o inimigo. Porém, é advertido: nada será como antes. Sua saga o levará ao seu destino, sob a luz de uma estrela guia, quando então o txakabu nawá descobre a verdade sobre si mesmo, quem é Ninauá e onde está escondido o verdadeiro tesouro.
A história do pequeno Ninauá conta a viagem do herói. É uma estrutura narrativa universal, cuja essência está contida nos mitos, contos de fadas e lendas que nos revelam como alguém se lança no caminho em busca de um bem e realiza a sua obra. Na verdade, é a história por trás de todas as histórias contadas infinitamente, de geração a geração, desde tempos imemoriais, com diferentes nomes e personagens, para expressar um conhecimento profundo, que toda alma traz consigo. Essa história mais antiga do mundo, diz o escritor Hajo Banzhaf, “é, ao mesmo tempo, uma história simbólica, uma parábola para o caminho de vida do ser humano. É isso que a torna tão fascinante, e é por isso que tem de ser contada e recontada, para que nunca nos esqueçamos por que estamos aqui na Terra e o que temos de fazer aqui e agora.”

domingo, 30 de outubro de 2011

"Quando falar é fazer", com gente muito querida!

Gente muito, muito querida, disse sim ao convite para o lançamento do meu livro “Quando Falar é Fazer”, ilustrado pelo artista Elton Caetano.
Já no dia 3 de dezembro, tem sessão de autógrafos na Livraria Leitura, no BH Shopping, em Belo Horizonte.
Obrigado a todos que levaram seu abraço e fizeram acontecer a festa.
Thank you!
Grazie!
Gracias!
Merci!
Danke!
Kiitos!
תודה
شكرا
E tem mais fatos e fotos (sob a lente de Cristiane Silva) na página da Editora Gulliver! Basta clicar aqui. 




domingo, 23 de outubro de 2011

Quando falar é fazer



Vem chegando a hora do lançamento de meu novo livro, “Quando falar é fazer”, pela Editora Gulliver. Com ilustrações do artista Elton Caetano, radicado na Argentina, o texto é um jogo de linguagem. De forma lúdica, ritmada, mostra que falando fazemos coisas, mas também há diferenças entre o falar e o fazer.  
O jornalista Douglas Fernandes, do site Almanake, especializado em cultura e variedades, destaca que a obra sai da mesmice dos livros tradicionais voltados ao público infantil, ao instigar a curiosidade do leitor e também ensinar.
“Quando falar é fazer” é uma excelente obra para ser adotada em escolas e também para ser lida em casa pelos pais, permitindo que a criança descubra a diferença entre o fazer e o falar, assim como o uso das palavras para afirmar ou negar, pedir ou mandar, ajudar ou atrapalhar. O cunho educacional do livro valoriza ainda mais esse trabalho, porque faz com o hábito de leitura se transforme em algo prazeroso.” – diz a grata resenha do Almanake.
Leia mais, aqui.
E estejam convidados. Voilà.